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sexta-feira, 3 de junho de 2011

CORRENTES POR CORREIO ELETRÔNICO

Autor: Equipe "Canção Nova"
Fonte: Lista "Tradição Católica"
Transmissão: Antonio Xisto Arruda

As 'correntes' que se difundem por e-mail com promessas de obter benefícios 'assegurados' em troca de cumprir determinados atos ao pé da letra, constitui um comportamento contrario a fé católica, segundo explicou um expert.

O Dr. Gustavo Sánchez, doutorado em teologia e diretor da revista 'Revista Teológica Limense' que publica na Faculdade de Teologia Pontifícia e Civil de Lima, assinalou que as correntes que atualmente pululam por correio eletrônico são só uma versão em internet das que já existiam, usualmente escritas a mão e despachadas por debaixo das portas.

O caso típico destas 'correntes' se vê refletido em uma mensagem que recentemente circulou por muitos e-mails com a seguinte mensagem:

    "Repita para você mesmo do nome do único rapaz ou moça com quem queira estar (três vezes). Pense em algo que queira fazer na próxima semana e repita-o para você mesmo(a) (seis vezes). Pensa em algo que queira que passe entre você e a outra pessoa (que disseste no número 1) e diga a ti mesmo(a) (doze vezes).

    Agora faz um último e final desejo a respeito do desejo que escolhestes. Depois de ler isto, tens uma hora para mandá-lo a quinze pessoas e o que pedistes se fará realidade em uma semana. Quanto maior a quantidade de pessoas a quem o mande, mais forte se realizará seu desejo. Se você escolher ignorar esta mensagem, o contrário do desejo te sucederá, ou não realizará seu desejo jamais."

'Estas correntes que oferecem bens garantidos que se recebem caso se cumpra ao pé da letra o estipulado ou incluem ameaças caso não se cumpra, se opõem claramente à fé cristã no que se refere à oração', explica o Dr. Sánchez. 'A corrente expressa uma convicção mágica em um determinado rito de 'faça-o tantas vezes ou diga tantas vezes' em que no fundo implica uma precedência de Deus', acrescenta o expert; e explica que 'já não é Deus que concede um Dom que se perde na oração porque nos descobrimos necessitados, pois como disse Sto. Agostinho, quando oramos somos mendigos de Deus'. 'Mas estas correntes 'obrigam' a Deus a fazer algo por um rito'.

Esta conduta, segundo explica o Dr. Sánchez, estão descritas e censuradas no Catecismo da Igreja Católica quando se aborda o tema do Primeiro Mandamento, em parte referida à 'vida em Cristo'.

'Também o Catecismo quando fala da oração fala da liberdade de Deus, assinalando que nossa oração nunca obriga a Deus, assim como Deus tampouco submete a liberdade do homem'.

'Estas práticas, portanto tem que ser desprezadas como alheias ao espírito da Igreja, pois no melhor dos casos se trata de superstição e sincretismo'.

"Correntes" não são uma brincadeira

Explicou o diretor da Revista Teológica Limense mesmo para quem entende este envio de correntes como uma mera diversão ou uma 'brincadeira inocente'; ou como algo que se faz sem real intenção ou 'por acaso'.

Adverte Dr. Sánchez, 'a oração ou pedir algo que se deseja não é uma brincadeira. Para o católico o único caminho para obter o desejado é solicitar a Deus na oração. Quando este 'solicitar desejos' se banaliza, o que fazemos é tirar o valor da oração, e em consequência banalizar também aquele a quem se dirije a oração'.

'Uma pessoa que vive, sem rezar vive como se Deus não existisse, mesmo que diga que crê, sua vida cai num agnosticismo funcional; e passa a ter mais confiança nos caprichos e na magia do que na Providência de Deus'.

Como deve responder um cristão a essas 'correntes'?

Segundo o Dr. Sánchez a resposta de um cristão deve ser a firmeza serena. Se recebe uma dessas mensagens por via eletrônica cabe a ele não continuar a corrente, e mandar uma pequena resposta corrigindo o erro, anunciando a verdade, inspirado no Catecismo da Igreja Católica,especialmente nos números 2117 e do 2559 ao 2565".

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